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Implantes aumentam auto-estima

A constatação foi feita através de pesquisa com 40 mulheres que tinham hipomastia e se submeteram à cirurgia de implante

Qual a mulher que não deseja ter seios firmes, bem torneados e que sejam harmônicos com o tipo físico do corpo? Símbolo da feminilidade, as mamas têm grande importância psicológica no bem-estar da mulher. Porém, muitas mulheres se sentem descontentes por terem mamas pequenas. Em alguns casos, a razão pode ser a hipomastia (o pouco desenvolvimento do volume mamário) ou a amastia (não desenvolvimento da mama). Para essas situações em que se busca a melhoria da auto-estima, muitos médicos recomendam a colocação de implantes de silicone através da cirurgia de mastoplastia de aumento ao invés de tratamento psicoterapêutico.

O estudo mais recente feito no Brasil sobre auto-estima e qualidade de vida em mulheres com hipomastia que se submeteram a cirurgia de aumento foi realizado em 2002, pelo Dr. Luiz Eduardo Abla, apontou mudanças positivas nos dois quesitos. O trabalho, que foi seu tema da tese de doutorado para a Escola Paulista de Medicina, contou com a participação de 40 mulheres que procuraram o ambulatório de cirurgia plástica do hospital São Paulo.

A mesma pesquisa revelou dados curiosos sobre as mulheres pesquisadas. Esperava-se encontrar, inicialmente, que elas fossem mais velhas e com um certo grau de infelicidade. Mas o que se verificou é que a maioria tem entre 25 e 30 anos, estavam contentes com a aparência, mas que queriam deixar os seios proporcionais ao corpo.

"Apesar da mastoplastia de aumento ser considerada de ordem estética ou funcional, o fato é que ela é o recurso mais eficaz para mudar a percepção negativa das pacientes em relação as suas mamas. Embora a psicoterapia possa ajudar a melhorar a satisfação com a imagem corporal, somente a cirurgia é capaz de trazer benefícios", explica Abla, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgiões Plásticos (SBCP).

O perfil das mulheres que procuraram o hospital foi predominantemente jovem. Do total, 62,5% tinham menos de 30 anos, 52,5% possuem nível superior, 55% trabalham fora e 65% eram solteiras.

O tamanho médio dos implantes utilizados nas cirurgias foi de 213 cm3. Apesar de não fazer parte do escopo da pesquisa, notou-se que as pacientes que tiveram dois ou mais filhos (30%) tendiam a colocar implantes com volumes maiores em comparação com as sem filhos (62,5%), mas adequadas com o porte físico. Em nenhuma delas houve complicações pós-cirúrgicas.

Mastoplastia de aumento

A cirurgia plástica desenvolveu diferentes técnicas que podem ajudar toda mulher a realizar seu desejo. Cabe ao cirurgião plástico decidir o tipo de incisão a ser feito em comum acordo com a paciente, observando-se as características de cada uma.

De acordo com a Dra. Wanda Elisabeth, cirurgiã plástica e presidente da comissão do silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgiões Plásticos (SBCP), esse tipo de intervenção cirúrgica não elimina a sensibilidade da mama e não impede a amamentação do bebê no futuro.

"A mulher pode levar uma vida normal rapidamente como trabalhar, estudar e dirigir. Deve-se tomar cuidados com exercícios físicos para que não se cometam exageros", afirma a médica.

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